Vougas e não Vougas, as Linhas Quebradas do evoluir histórico.
Acrescentando informação ao tema dos barcos denominados "Vougas", e sem querermos colocar em causa as definições e precisões das embarcações da classe de vela inscrita na Federação Portuguesa de Vela, representada pela APCV, Associação Portuguesa da Classe Vouga, assumimos com clareza que estas embarcações de linhas quebradas, fazem parte da família dos Vougas, embarcações que tiveram origem na Ria de Aveiro.
Segundo informações recentemente recolhidas, podemos identificar sete embarcações deste sub-grupo de Vougas, sendo que o primeiro destes barcos denominado "Rio Vouga" foi construído no início dos anos 50 por António Ferreira Gordinho, exatamente dez anos após a construção do famoso "Zinda", o barco mais antigo da frota dos Vougas da classe de vela "oficial" .
Salvo novas e melhores informações, destas embarcações de "linhas quebradas" conhecemos os seguintes exemplares, identificados assim, em modo de "apontamentos de memória", mas que posteriormente serão mais assertivamente identificados;
- "Rio Vouga", de António Gordinho
-"Gilda", do Cmte Telles
-"Picado", do Sr. Picado da Vista alegre
-"Um outro exemplar, do eng Gualter"
-"OK" do capitão Francisco Mendes
-"Anita" ( posteriormente "beach Boy" e agora "Leonor") de Guilherme Teiga
- "O barco do capitão Silva"
Como já foi referido em publicação anterior, desde finais de 2023 temos vindo a restaurar um destes "Vougas", atualmente denominado "Leonor", cujos trabalhos terminaram em Maio e que está neste momento na Costa Nova, sedento, a aguardar o regresso à água.
Temos portanto a possibilidade de mais duas velas na Ria, mais um clássico da vela ligeira, único e elegante, e possivelmente irá participar na Regata de clássicos da vela ligeira, organizada pela CENÁRIO , que se irá realizar no final do próximo mês de Setembro.