Monday, October 09, 2017

Crónica da 11ª Regata - Clássicos da vela na Ria de Ovar

 30 de Setembro.
Após uma semana de preparativos; dos veleiros, das embarcações de apoio, de troféus, dasTshirts comemorativas, do lanche, dos músicos, da "comissão de regatas", etc, etc, chegámos ao dia da Regata.

O percurso, como estava previsto, seria Ovar ( Carregal) - Válega ( Puxadouro). 
De Aveiro chegou o "Celta" , vouga da Brigada Naval que iria ter a companhia do "Aventura", de Torres Vedras veio a "La Rondine" andorinha que iria ter outras duas andorinhas de companhia, o "Melody" e o "Andorinha".



















E o barco que juntamente com o "Aventura" e o "Melody" participou em todas as edições desta regata de veleiros clássicos, o "Cisne". Tinhamos ainda uma estreia absoluta, o "Ternabout" que estava finalmente pronto para velejar.


Para o apoio estava o "Explorer"( colaboração da NADO e ajuda determinante do pedro Silva) e a "Maria Cristina", comandado por Carlos Andrade.

Finalmente, depois de preparativos finais, mudas de velas, colocação de bóias, deu-se a largada, Pum!


Acontece que o vento crescia. Estávamos agora com umas rajadas de 17 nós...de NNW, e uns saltos de Norte. Todos em pôpa, de vez em quando raza, eis que chegamos ao Torrão do Lameiro; os vougas, o "Andorinha"o Cisne, em franca e alegre disputa. Mas crescia o vento e a regatice avolumava-se na frente, "aventura e "Celta na liça... Um golpe de vento e uma vela grande muito cassada depois de arribar um pouco, eis que o "Aventura" não aguenta a cambadela inesperada, e vira.


Mais na frente, o mastro do "Andorinha" não aguenta uma rajada mais forte e faz-se em dois. Trás!... Passados uns instantes, na rondagem da bóia junto à ponte da Varela, o "LaRondine" não controla o golpe de virar de roda e vira... mesmo. Três embarcações fora da regata e o barco de apoio com muito trabalho. O Cisne decide rebocar o "Andorinha" desarvorado até ao porto de recreio, regressando ao Carregal.
Restava em regata o "Melody" e o "Celta". Neste último, alguns mordentes davam de si. O moitão da grande cedeu com a linha de chegada à vista. Desceram a grande e tentaram prosseguir só com estai.

 A "Maria Cristina" ofereceu-se para um reboque, mas não. Vai daí , só com estai o "Celta" arribou e foi para a um baixio, pois já estávamos na vazante e as marés não eram muito vivas. Ainda, o vento Norte agora rijo, aumenta a corrente de vazante...

 O "Celta" encalha, no melhor sítio para encalhar. Como a tripulação não é conhecedora do meandros locais, ali ficou, apesar dos esforços para os resgatar. E muito contrariados e incrédulos, ali ficaram até á próxima maré. O "Melody", e o "Turnabout", já a motor, foram as únicas embarcações a chegar ao Puxadouro. "Melody, com pouco pano, venceu a regata e sagrou-se campeão nacional da Classe Andorinha, neste 2º Campeonato da nova era.
Em terra os procedimentos continuavam , com animação musical, lanche e brindes à tripulação vencedora. Mas a preocupação com a tripulação do Celta marcou o tempo de espera pela maré. Foram resgatados por volta da meia noite e 30, com direito a jantar quente. 

A noite era calma e havia luar.










Thursday, September 21, 2017

Uma daquelas tardes, prenúncio de norte, forte e frio.

Numa daquelas tardes, prenúncio de norte, forte e frio, zarpámos. Objetivo: Puxadouro. 
As embarcações, para um passeio com amigos no dia a seguinte: "Maria Cristina", "Melody" e "Turnabout", todas em modo mecânico. Cada barco seu marinheiro.
Partimos do Porto de Recreio do Carregal, não sem antes prepararmos o corpo com o almoço e o espírito com uma maré alta que demora... Lângida tarde de Setembro.


Demora mas não tanto. Depressa a água descia, descia, evitámos o Canal das Vacas, mítico percurso entre as marinhas, istmo que relaciona o rio de fora com o rio de dentro, o rio de Ovar com o rio do Mar.


 O vento frio e forte cada vez mais forte. A "Maria Cristina" encalha junto a Pardilhó. Em vão tentámos contrariar o vento e o lodo mole, onde o leme se acomodou. Máquinas a toda a força. Humanos e lodo em afincada luta. Disputa. Em vão.

Plano B.
Prosseguimos nas  restantes naus . "Melody e "Turnabout".
Uma outra maré regressaríamos para a reabilitação da embarcação.  Água de pouca-dura. Com tanto tempo perdido, a água agora é lodo e aves. Tentámos a margem, a pé, quais eremitas em busca de abrigo. Voltámos à base, a cabine do Ternabout. Estava escrito. Pelo menos seis horas de espera.
O pior era o frio, a pouca roupa, molhada, o abrigo da cabine, qual Apolo 11...!



 Era o tempo dos papagaios, do N`Gage, da força aérea em África.  Comunicações.


E a roupa não secava, lá fora faz frio.


A imagem da maré vazia. A desolação. / Aí por volta de 1983 mergulhava eu por aqui junto à Ponte, e entre os limos, o moliço, as algas, vi cavalos marinhos. De vez em quando viam-se cavalos marinhos, essas frágeis criaturas.


 Um outro dia.

 Os amigos e o passeio, aguardamos a subida da água. E os motores esses imprevisíveis motores...







 O almoço, em modo pic-nic a bordo, junto ao junco, os flamingos na vizinhança. No
esteiro das vacas, penso que aqui se rodaram umas cenas do filme de Paulo Rocha, "Mudar de Vida".


Os nossos amigos que vivem numa bela casa no Torrão do Lameiro, desenho de muita qualidade do Rui Fidalgo Ventura para o Miguel ... Sorte a destes franceses, apreciadores do nosso sol e das vistas planas e calmas.
O grupo da "Maria Cristina", o navio almirante.
et les madammes, les madammes.

on est arrivé.


Monday, September 18, 2017

11ª Regata - A velejar desde 2006






Friday, April 21, 2017

Sexta à tarde - o fim de um ciclo

 O "espadarte" prontinho para uma viagem até à oficina de mecânica
E para celebrar a chegada de mais um fim-de-semana...

...enguias pão e vinho. Ao fim da tarde, antes que tarde .

Thursday, April 13, 2017

Levitação


O "Buçaquinho" agora estruturalmente consolidado, sobe de nível. Assim é mais fácil trabalhar o que aí vem. Forra com tábuas de 8 mm de espessura, lixa, betume, primário, tinta, etc,etc.







Assenta sobre estrutura de madeira, em três pontos fulcrais. Apenas com as cintas, verificámos que a estrutura não cedeu, "nem um centímetro"...

Sunday, April 02, 2017

Um dia de verdade.



Limpeza, e visionamento da bomba de água do "Maria Cristina". Necessita de vedantes e uma junta... "Parece que apesar de muitos milhares de litros bombeados ainda funcionará outros tantos". Palavra de engenheiro ( Guedes)






Uma vista panorâmica dos barquinhos quase prontos. "Melody", 1944 e "Espadarte", 1959.



Um verdadeiro estadista nunca prescinde de um certo ar intimidatório.



Eu a dar música, na melhor das hipóteses, claro.


E o grupo que trata e tratará do novo projeto de restauro . Classe Snipe, e vão 5.


... e entretanto, afaga-se o verniz para o último retoque. Hoje foi assim na CENARIO.


(Fotografias do Paulo Nunes e da amiga do Carlos, que nos visitaram.)

Wednesday, March 22, 2017

"Buçaquinho" : O desafio do mês

Uma bateira de mar transformada em barco de mar, transfromado em escultura pousando em canteiro florido. Rotunda na Praia de Cortegaça. Prolongar a vida de um barco até ao limite, surreal, simbólica, reversível tipicismo.




                                                   Execução de molde. Graminhar de outro modo.



                                       
                                         ...e muito açafrão.