Wednesday, March 22, 2017

"Buçaquinho" : O desafio do mês

Uma bateira de mar transformada em barco de mar, transfromado em escultura pousando em canteiro florido. Rotunda na Praia de Cortegaça. Prolongar a vida de um barco até ao limite, surreal, simbólica, reversível tipicismo.




                                                   Execução de molde. Graminhar de outro modo.



                                       
                                         ...e muito açafrão.

Thursday, February 02, 2017

Moth "Leo" - Originalidades na luz do dia, finalmente.


Quebramar em mogno verdadeiro, 7 mm de espessura, original, restaurado.


 O leme. A madre, em tola,de origem, a cachola, contraplacado de agora, a cana, em mogno, de um antigo "vaurien".

 O Mastro e o pião que dança...


 Contraplacado de agora. Pega de origem. Carvalho ou zebrano. A dúvida persiste.


 O casco forrado a... cedro, 4 mm. Não teve relevância no peso do barco. Aliás, um poucochinho de peso não lhe ficaria mal...


e prontinho, ou quase, para a grande viagem de regresso a S. Martinho.

Friday, January 20, 2017

"Atlantico" o Snipe que já está (quase) pronto

Ao longo da nossa existência, temos tido uma história de sucesso com a classe Snipe. Primeiro foi o "Woli" do Benjamim, que desde o estado deplorável com que chegou à Cenario, surgiu no SCP uns meses depois com orgulho e estilo, seguindo-se o "Bébé", do Jorge, construido por Albino Hora lopes e com pergaminhos na história da classe em Portugal, o "Mazelas", do Vasco, ( que realizou uma bela Regata (2º) logo no dia do bota-abaixo), e ainda o "Transmontano" do Pedro Mendonça, restauro muito profundo, o único não sócio da Cenário, vive perto de Cascais.
Ontem terminámos as pinturas e vernizes no "Atlantico", barco da Associação que para sair da linha de restauro onde já se encontrava há dois anos, teve um certo "impulso"do associado Álvaro Reis.
Temos ainda um Snipe ( Ana) em vias de entrar na linha de restauro, desta vez pelas mãos de José Lemos e Carlos Aguiar e um outro recentemente negociado nas instalações da NADO.
Só barcos de madeira, cumprindo o nosso desígnio primeiro- preservar a arte da carpintaria naval. E velejar. E promover a cultura dos barcos agregando pessoas, construindo amizades, o melhor.
Projetos diferentes, umas vezes envolvendo associados outras trabalho individual, lá vamos aprendendo a dominar as técnicas e procedimentos, captando o que de melhor cada um tem para o projeto.
O "Atlantico", construido em Esposende por Isolino Fernandes, foi adquirido ao Clube de Vela Atlântico já ha 5 anos, e esta "pronto", faltando completar a mastreação e paneiros.

Eis algumas fotos em que, pela primeira vez após restauro, viu a luz do dia mais frio do ano.



 lindo não é?

 bicicletas e barcos, cruzando caminhos


 Em janeiro, o dia mais frio, mas mesmo assim...


optámos pela a madeira à vista, e portanto surgem as marcas do tempo e das regatas...


E o artista Vitor, que foi mestre da lixa, tintas e vernizes. Conhecedor profundo de bicicletas, pois restaurar bicicletas e barcos tem muito em comum...

Friday, December 16, 2016

Notícias de Dezembro

No processo de restauro encontramos surpresas. Quando iniciámpos o restauro do mastro deste Moth a que chamávamos "S. Martinho" por ter vindo de S. Martinho do Porto, e depois de limpa a peça em bronze que rematava o topo do mastro, encontrámos esta inscrição:
Moth 3095
 "Leo"
ANLx
1956
R.Fragoso

O Miguel Chixorro vai ficar contente.













O mastro a ser colado na "mesa de construção e restauro de mastros e outras coisas compridas". Adriça funciona por dentro. Madeira antiga.... ainda resistente. Mas cuidado com a força do vento...


Entretanto o processo de restauro do snipe "Atlantico" vai em bom ritmo. Este snipe, construido por Isolino Fernandes, em Esposende é construido em madeira maciça, excepto o convés. Quilha e painel em mogno e cavernas fundo e costado em tola, 16 mm. ( mais ou menos...) . Pertence à CENARIO e vai velejar na primavera se tudo correr bem. O restauro está a ser patrocinado ( parcialmente) por um novo associado. 





















O mastro em casquinha, fabricado nos estaleiros de José da Silva, em Pardilhó. Este estaleiro já não existe, mas poderá vir a ganhar uma nova vida, pois o espaço foi doado à Câmara de Estarreja, e ali vai ser implemantado um projeto cujo objetivo é o de celebrar e dar continuidade à arte da carpintaria naval.






















Alguns metais a serem limpos, de outras embarcações:
Fabrico local, design de colaboradores do "Maria Cristina" aço inox e bronze.

















E o "Espadarte" com a primeira "demão" no convés.

Friday, October 14, 2016

Últimos reparos - Gabiri e Espadarte

O Gabiri, classe Cherubin ou "Cherub" de origem Neozelandeza.

Profundo restauro, diferentes protagonistas.






Vai ficar com as cores da CENARIO....


E aqui a estrela do momento, ESPADARTE, construção Brites, 1960.
Madeira moldada.
Um restauro com renovação á vista...
Novo "design" nos acabamentos.




Thursday, September 29, 2016

Impressões de um fim-de-semana Outonal, ou a Xª Regata.

 
Primeiros e Campeões Nacionais da renovada classe "Andorinha". Pedro Silva e António Regedor no "Andorinha"


Terceiros, - Francisco Lázaro e José Lemos no "La Rondine"

         Segundos - Denis Begasse , Georgina Q e António Moço no "Melody"

Este fim-de-semana , de 24 e 25 de setembro de 2016, foi pleno de atividades. Destacamos no entanto a X regata CENARIO, clássicos da vela na Ria de Ovar, que reuniu embarcações e gente oriunda de diversos cantos e ocupações. Em Ovar houve uma tripartida inauguração de pintura, desenho, palavras desenhadas  e olhares caleidoscópicos. " Diz-me, Vês?"  de Carlos Mendonça, também nosso associado, na CENARIO. Na NADO o Clube de Canoagem festejava o 10º aniversários e os Optimist saíram do escuro armazém para animarem uma regata também ela tripartida, com cruzamentos geracionais e velejadores de género diverso.
Pela noite dentro, o teatro no Centro de Artes e  depois a música, que não houve, pois choveu. Novamente a fluidez da água a marcar a sua presença.
Ovar agrega assim a água, da Ria com os barcos, a fluidez da arte na forma de pintura, teatro e música e a chuva, que também interfere como que lembrando que afinal, basta que chova...
São estes os "caminhos da água" que tantas vezes imaginei, cruzando atividades numa cidade líquida, azuleante, emocionante, faltando apenas celebrar o que falta fazer, quase tudo. ( Por exemplo, o Cine-Teatro e seus arredores... )

Mas voltando à regata CENARIO, a X ª, como na música colocamos números que são nomes á frente dos eventos como que assumindo a perenidade e celebrando o tempo, o que de mais precioso podemos dar.
A Associação Náutica da Torreira foi mais uma vez o nosso anfitrião na manhã de sábado, ajudando nas bóias, na cedência de espaços, na simpatia com que nos acolheu. A NADO, por razões de uma proximidade quase simbiótica, pelo menos enquanto se entender o território náutico como um todo, também colaborou, no apoio logístico, no espaço e nos transportes. E a Câmara de Ovar, que percebe que a qualificação do território e as infraestruturas não significam nada, se não forem vividas, se não contribuírem para a construção de um ideal de vida, que seja capaz de atrair turistas, nacionais, e estrangeiros. Sim, Os turistas não são só estrangeiros, convém lembrar, e a melhor forma de os atrair não é com grandes hotéis e restaurantes e visitas ao Douro, dentro de navios envidraçados, é com a forma como vivemos e da forma como nos organizamos no espaço, no território.
À Câmara de Ovar, à Nado e à ANT, muito obrigado.

Então e a regata? bem a regata ocorreu de modo calmo sereno e contra a corrente, no sábado, pois a largada da Torreira atrasou um pouco. O Vouga "Aventura" zarpou imparável até á linha de chegada, que cruzou solitário, muito solitário. Passados uns bons 20 minutos chegam os três Andorinhas em luta cerrada pelo primeiro lugar. E que chegada! Cortou em primeiro o "Melody" com cerca de 30 cm de avanço, seguido do "Andorinha" de Esposende, e do "La Rondine" a escassos 20 segundos. Tudo em aberto para a regata de domingo, para encontrarmos o vencedor do primeiro campeonato nacional de Andorinha da era moderna.
Domingo, a regata foi muito diferente, partiram desde o início o vPara além das Andorinhas e do Vouga, o "Cisne" que também participara no Sábado em parte da regata e o Vaurien do presidente Jorge dias, que decidiu fazer a regata em solitário. O vento ia subindo, as rajadas crescendo e após a largada junto à foz do Cáster a frota seguiu unida até à Ponte da varela, O percurso entre a ponte e o carregal, como já sabemos pode ser aventureiro, dramático. O aventura virou no Torrão do Lameiro e na frente seguiam em luta renhida os dois andorinhas, Melody e Esposende. Venceu o Esposende com Pedro Silva ao leme, seguido do Melody, de La Rondine e do Cisne, do vaurien e do Aventura, que não chegou a cortar a linha.
Devemos referir o facto de ter participado como barco da comissão de regatas a "Maria Cristina" restaurada ao nível do convés e da cabine, ( mas que trabalheira!) , e també ao nível do carburador,  restaurado em Torres Vedras nos ENO de Francisco Lázaro, armador e construtor do "La Rondine", e de quem esperamos disponibilidade e sabedoria para tratar da bomba de água, próxima etapa do restauro e manutenção desta notável embarcação, património náutico vareiro.

Sobre a parte mais social e demais detalhes, penso que as fotos aqui poderão dizer mais qualquer coisa. Aguardamos algumas fotos da regata propriamente dita, pois sabemos que as há.


 O "Maria Cristina" ; toque, toque, toque toque, trálará...


 O "Cisne" , uma das embarcações que esteve sempre nestas regatas.

 A chegada ao Canal do puxadouro, e a proa do "Maria Cristina"


Embarcações em suspenção ou flutuando, como é natural, em embarcações que flutuam


Um sinal sonoro pouco perceptível.


Um apaixonado pelos barcos de madeira. A sério.


Entre o design de comunicação e o design gastronómico, a força das exportações e do turismo de experiências

 As Experiências Partilhadas

Estamos muito elegantes com estas fantásticas t-shirts.

 Muitas pintas, vês?

A feijoada de bacalhau recomenda-se. Parabéns georgina!


( seguem-se as fotos da regata)