O processo
Este projeto foi possível pois confluiram boas energias na CENÁRIO e o momento de redescoberta da carpintaria naval, do barco moliceiro e de toda uma comunidade virada para a Ria, que se diz moribunda e caótica, num processo transformador permanente, desta comunidade intermunicipal que tardou a retomar estas relações com a água, e ainda tarda em romper com barreiras e fronteiras, linhas de separação cartográficas que mais não são do que uma abstração administrativa, algo tonta e surreal para quem acompanha regularmente o subir e descer da maré, velejando ou remando, competindo agora numa dimensão fotogénica e global, desígnio que garante a continuidade dos barcos e da navegação em toda a Ria, e não apenas canais ou locais de estreita visibilidade visionária.
Aqui na CENÁRIO e porque se organizaram cursos de carpintaria naval em Estarreja e Torreira (Murtosa) encontraram-se essas boas energias e conseguimos encontrar meios e vontades para concretizar o projeto.






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